Praça Trancredo Neves
Vitória da Conquista
3ª Maior cidade da Bahia

Introdução
Vitória da Conquista é hoje sinônimo de progresso e desenvolvimento. Sendo a mais importante da região, se destaca pelo comércio, indústria e agricultura bem desenvolvida, tendo a pecuária cafeicultura a principal atividade econômica. A cidade de Vitória da Conquista é a terceira do estado da Bahia. Nesta pesquisa serão abordados alguns aspectos importantes do Município, que muito contribuirão para ampliar o circulo de conhecimento sobre o mesmo. Em 9 de novembro "a terra das Rosas" contará com main um ano de existência e crescendo a cada dia.

Marco Teórico

- A história do desenvolvimento de Vitória da Conquista envolve muitos anos de luta, intimamente ligada a atuação dos bandeirantes, liderado por João Gonçalves da Costa. Este sertanejo desbravador, acompanhado por João da Silva Guimarães seu sogro. Uma pequena expedição, saiu de Ilhéus, num esforço para abrir estradas que abrissem o litoral ao sertão do São Francisco. Foi uma viagem longa e difícil, a expedição enfrentou ataques de animais ferozes e índios, e provavelmente em 1752, chegou a esta região onde encontrou resistência por partes dos índios Mongoios e Imborés. João Gonçalves da Costa, não desanima enfrenta grandes batalhas com os índios. A última delas se travou na atual praça Tancredo Neves, antiga praça da República, mais ou menos enfrente ao antigo prédio da prefeitura, onde os bandeirantes mandou construir uma capela em homenagem a nossa senhora das Vitórias que segundo sua fé, atendendo ao pedido feito com promessas e teria dada Vitória da Conquista região. Em 1783 foi fundado o arraial Nossa Senhora das Vitórias, mais tarde passa à categoria de Vila, com o nome de Imperial Vila da Conquista. Pelo rápido desenvolvimento e pela importância que passou a ter a Vila de adquirir o estatus da cidade, sendo denominada de Conquista, por ato do governo em 1891. Em 1943 a cidade passou a chama-se Vitória da Conquista hoje famosa, grande e desenvolvida uma das maiores do interior da Bahia.

Área e População

O Município de Vitória da Conquista, um dos maiores e mais populosos da Bahia está localizado na micro região do planalto de Conquista, Sudoeste do estado numa altitude superior, a mais de 900 metros. Limita-se: Ao Norte: Anagé e Planalto; Ao Sul: Encruzilhada e Cândido Sales; Ao Leste: Barra do Choça e Itambé; Ao Oeste: Anagé Belo e Campo. Vitória da Conquista, conhecida nacionalmente, situada nas encostas da Serra do Periperi e na esplanada que daí se descortina, possui as seguintes coordenadas geográficas: 14º 50´53´ de latitude Sul e 40º 50´19´de longitude Oeste. Dista 313 Km, em linha reta de Salvador capital do estado, e 512 por via rodoviária. Sua área é de 3.743 Km2 pelos quais se dividem em distritos da zona rural e da sede. No passado, o município ocupava uma área muito extensa, que abrangia quase toda a região do planalto. Com a emancipação doa vários distritos que compunham o seu território, ficou bastante reduzido. Mas não perdeu sua condição de liderança regional que abrange mais de 43 municípios. A cidade, com uma população de 224. 926 habitantes, segundo o recenseamento de 1991, que ainda não divulgou os dados totais referente ao município, é considerada a terceira mais populosa da Bahia, estando aquém apenas da Capital e Feira de Santana. É acentuado e impressionante o crescimento populacional de Vitória da Conquista. Em 1940, sua população era de 33.556 habitantes; em 1950 passou para 46.456, em 1960 já era de 80. 113, em 1970, elevou para 127.528, chegando em 1985 a 194.299 habitantes para alcançar a expressiva cifra do crescimento de 1991. Muito ocorreu para esta urbanização acentuada as migrações provenientes de várias partes do país, notadamente do Nordeste, e o exôdo rural constante, que em 1970 já alcançou um percentual de 67,5% da população, do Município vivendo na cidade. As causas desse móvel migratório estão no fascínio que a cidade, principalmente as grandes e de médio porte, exercem sobre os moradores da zona rural a oportunidade de se adquirir melhores condições de vida, inerente a todo ser humano.

Clima

Muito se tem escrito sobre o clima de Vitória da Conquista, principalmente da cidade. Em comum, é frio no inverno e ameno no verão. Concorre para este fato a sua atitude que varia de 900 metros nas partes baixas, até mais de 1000 metros no alto da serra do Periperi. Além disso, concorre também para a temperatura baixa as garoas interminentes, conhecidas por neblinas que no inverno, perduram por dias e dias. Nesse período, não é difícil registar-se a temperatura a até 10ºC. cumpre registar, ainda, as fortes rajadas de vento do quadrante Sul, que obrigam as pessoas a se agasalharem até no interior de suas habitações. O regime pluvial é distinguido por suas estações: chuvas das águas, durante os meses de outubro a fevereiro, quando caem 80% das chuvas anuais em aguaceiros copiosos, e chuvas de neblina nos meses de Abril a Agosto. A Seplantec e CPE em diagnóstico da micro região de produção, (MRP, correspondente as regiões homogêneas de nº 45 e 46 na classificação do IBGE), encontraram, utilizando-se da terminologia de Kappen, os seguintes climas da região de Conquista: AW - Clima de Savana com chuvas periódicas e com inverno pouco chuvoso abrangendo parte do município da Caatiba, município de Barra do Choça, partes dos municípios de Planalto, Poções, Boa Nova, Manoel Vitorino, Cândido Sales, Encruzilhada e todo o Município de Anagé. AM - Clima de Bosque, chuvoso quente úmido, com estação seca compensada pelos totais elevados, nos municípios de Itapetinga, Macarani, Maiquinique, e parte dos municípios de Encruzilhada, Itambé, Caatiba e Nova Canaã; BSH- Estépio de vegetação xerófila e semi-árida, em partes do município de Vitória da Conquista, Planalto, Poções, Boa Nova, Cândido Sales, Encruzilhada, Belo Campos, quase todo município de Manoel Vitorino e todo município de Anagé. No que se refere a vegetação, o Engenheiro Agrônomo ângelo Paes de Camargo identificou as seguintes faixas: (1) Faixa "A" - caatinga ou cobertura acatingada - Vegetação típica de áreas com deficiências híbridas acentuadas, incompatíveis com a cafeicultura. Seus solos são em geral rasos, pedregosos e acidentados; Faixa "B" - carrasco, também conhecido como "Campos Gerais" ou cerrado - é uma vegetação baixa mais aberta, típica de terra muito pobre e seca. Encontra-se geralmente no espigão madeiras de lei como Pau-de-leite, Jacaranda, Angico, Sucupira, Baraúna, Ipê, Pau d´arco, etc. Como vegetação secundária e abundante existem: Corona, Cipó-de-anta, Pitiá, Caiçara, Avelone, bem como, capim corrente ou Barra do Choça, Amargo, Colonial e Tricoline; Faixa "D" - Mata-de-larga - É a vegetação que predomina logo abaixo da Mata-de-cipó. Muitas vezes aparece em transição com esta. A Mata-de-larga é mais baixa e mais aberta que a de cipó. Apresenta muita samambaia (feto), sapé, capim Andréa e muitos leguminosas. São também encontrados muitas palmeiras, plantas que faltam na mata-de-cipó; Faixa "D" e "F" - mata fria e Mata pluvial única. São as vegetações que aparecem nos bordos e nas escarpas sudestes do platô, logo depois da Mata-de-larga. São áreas úmidas que estão sobre a influência diretas das correntes aéreas, frias e úmidas vindas do oceano. Os invernos são muito sujeitos a freqüentes e prolongados nevoeiros. Em plena estação seca, a vegetação herbácea se mantém inteiramente verde. A mata não apresenta, praticamente, nenhuma madeira de lei. Predomina a madeira branca. Na prática distingui-se apenas, no Município de Vitória da Conquista, duas regiões naturais: a da caatinga, sujeita a secas periódicas, e a Mata-de-cipó, menos seca e com maior precipitação pluviométrica. A cada dia o clima de Vitória da Conquista vem se modificando.

Belezas Naturais, Flora e Fauna

Falando das belezas naturais de Vitória da Conquista, num dos seus poemas mais celebres, assim se expressou o poeta Manoel Fernandes de Oliveira, do alto da Serra da Tromba:

 				Não há no mundo, na terra,

				igual a esta, outra vista!

				Na falda daquela serra  

 				está engastada a Conquista.

				...........................

				" A vista é bela, é opina,

				E mil encantos se encerra.

				...........................

				" Do norte para o nascente

				Tudo que o vejo extasia.

				Do lado austral ao poente

				Tudo é encanto, é poesia." 

Quase cinqüenta anos depois outro famoso poeta, Camilo de Jesus Lima, falava emocionado da paisagem da terra conquistense, a uma plêiade de escritores e acadêmico, na Academia Carioca de Letras, ao receber o Prêmio Raul de Leôni: " A terra, ou é toda uma luxúria de vegetações gigantescas, toda um hausto de vida palpitante e sensual, no verão de sol ardente, de flores perfumadas, de cigarras harmoniosas e murmúrio de fontes, ou é a poesia gelada das alvas plagas nórdicas, no inverno inclemente e branco, quanto a neblina capoerenta passa, gingando e agitando as galhas do velho pinheiro exilado, com geringonças, no ar molhado e frio. Ou é toda gaui doloroso, na voz perdida dos boiadeiros, que lembra geminados de saudades, no soluço cadenciado e dolente das zabelês gemedoras; nas cantigas amorosas dos cantadores, em desafios ao luar e zangarreiros ternos da violas, ou é o peã vitorioso de guerra e de trabalho no mortelar cadenciado das arapongas, ou no tropel das cavalgadas sôfregas e livre." Com efeito, Vitória da Conquista mesmo hoje com a devastação de suas matas e florestas, com a destruição, de seu meio ambiente e natural: serras, fontes, flora, ainda encanta e é uma constante fonte de atração para seus artistas e poetas, visitantes e moradores enfim para todos aqueles que apreciam e louvam a natureza mãe, fonte inesgotável de vida e saúde. Um dos seus principais pontos de atração dotado pela mão do criador é a serra do Periperi que em linguagem indígena quer dizer: pirí-pirí, o junco continuado; o juncal, planta abundante e já desaparecida na serra a muito tempo, bem assim como quase toda a sua vegetação nativa. A serra Periperi é um ponto estratégico entre os vales do Rio pardo e Rio das Contas tanto de lado para como outro, conforme se acha o observador, tem se um panorama deslumbrante, digno ser contemplado e admirado por muito tempo. Para o lado do vale do Rio de Contas a visão é ampla, e os olhos prescrutadores avistam serras após serras, que se perdem intermináveis no horizonte. Se o observador dá as costas para aquele vale, tem a sua frente a cidade de Conquista que, com um oceano de casas, se espraia pela esplanada, sobressaindo os quintais verdes e os modernos edifícios que se levantam ao céu nos dias ensolarados.


Visite tambem o site da Prefeitura Municipal de Conquista.
Voltar à página principal